Categoria: 2026

Conforme as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2020), a hipertensão arterial (HA) uma doença crônica não transmissível (DCNT) definida por níveis pressóricos, em que os benefícios do tratamento (não medicamentoso e/ou medicamentoso) superam os riscos. Trata-se de uma condição multifatorial, que depende de fatores genéticos/epigenéticos, ambientais e sociais, caracterizada por elevação persistente da pressão arterial (PA), ou seja, PA sistólica (PAS) maior ou igual a 140 mmHg e/ou PA diastólica (PAD) maior ou igual a 90 mmHg. Os dados de prevalência no país tendem a variar conforme a metodologia e as casuísticas utilizadas. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde de 2013, 21,4% dos adultos brasileiros autorrelataram HA, enquanto, considerando as medidas de PA aferidas e uso de medicação anti-hipertensiva, o percentual de adultos com PA maior ou igual que 140 por 90 mmHg chegou a 32,3%. Detectou-se que a prevalência de HA foi maior entre homens, além de, como esperado, aumentar com a idade por todos os critérios, chegando a 71,7% para os indivíduos acima de 70 anos. O tratamento com medicamentos pode ser iniciado com monoterapia ou com combinação de fármacos. Ênfase deve ser dada ao uso de combinação de fármacos como estratégia preferencial para a maioria dos pacientes hipertensos, como demonstrado na figura 1 a seguir (Barroso et al., 2020).

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A organização dos sistemas de distribuição de medicamentos no ambiente hospitalar constitui um elemento central para a garantia da segurança do paciente, da rastreabilidade dos produtos e da efetividade terapêutica. De acordo com os Padrões mínimos para farmácia hospitalar e serviços de saúde, publicados pela Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde (SBRAFH), a estruturação adequada dos processos de seleção, armazenamento, dispensação e controle de medicamentos é indispensável para reduzir erros de medicação, promover o uso racional e assegurar a continuidade do cuidado em saúde. O documento destaca que sistemas de distribuição bem definidos devem estar integrados às rotinas assistenciais e administrativas do hospital, com fluxos claros, definição de responsabilidades e utilização de mecanismos de controle que permitam o monitoramento de estoques, o registro das movimentações e a rastreabilidade dos medicamentos até o paciente. Nesse contexto, o farmacêutico hospitalar assume papel estratégico na coordenação desses processos, atuando de forma articulada com a equipe multiprofissional para garantir que o medicamento correto seja disponibilizado ao paciente, na dose prescrita e no momento adequado, contribuindo diretamente para a qualidade e a segurança da assistência em saúde.

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  O QUE DEVE SER FEITO NESTA ATIVIDADE?  Considere que você seja o farmacêutico responsável da Farmácia Hospitalar do Hospital…