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março 3, 2026ATIVIDADE 1 – GH – HOTELARIA E ESTRUTURA HOSPITALAR – 51_2026
Telemedicina: o que é, como funciona e principais vantagens
A telemedicina é uma modalidade que oferece acesso remoto a médicos e paciente, além do acompanhamento contínuo; conheça os benefícios, regulamentação e tipos.
Você sabe o que é telemedicina? Desde a pandemia, esse é um termo que tem estado muito mais frequente no vocabulário e na vida das pessoas, oferecendo uma nova abordagem na prestação de cuidados médicos.
Quando se observa o tamanho do mercado global de telessaúde em 2022, dá para se ter uma ideia: US$ 83,5 bilhões. E ele está projetado para expandir a uma taxa composta de crescimento anual de 24,0% de 2023 a 2030, segundo o Grand Research Review.
Mas como funciona a telemedicina no Brasil, qual é sua importância e quais as vantagens para a saúde? Entenda melhor a seguir.
O que é telemedicina?
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a telemedicina é definida como “a entrega de serviços de saúde, onde a distância é um fator crítico, por profissionais de saúde usando tecnologias de informação e comunicação para o intercâmbio de informações válidas”.
O objetivo, de acordo com a OMS, é o tratamento e prevenção de doenças e lesões, pesquisa e avaliação, além de educação continuada de profissionais de saúde e treinamento.
Combinando tecnologia e saúde, esse método permite que pacientes e médicos se conectem remotamente, eliminando barreiras físicas e proporcionando um acesso mais amplo aos serviços médicos.
Qual é o cenário da telemedicina no Brasil?
Nos últimos anos, a telemedicina no Brasil tem experimentado um crescimento considerável – e no mundo todo também.
Contribuindo para essa expansão, estão fatores como avanços tecnológicos, a necessidade de ampliar o acesso aos cuidados médicos e, principalmente, a pandemia da covid-19.
Antes da crise sanitária, esse tipo de medicina já estava acontecendo no país, mas o contexto da pandemia acelerou sua adoção e expandiu sua utilização em larga escala.
No Brasil, houve – e ainda existe – uma boa receptividade a esse modelo. A possibilidade de realizar consultas médicas no conforto de casa, evitando deslocamentos e exposição a ambientes hospitalares, passou a ser valorizada por muitos brasileiros.
Popularização na pandemia
Um estudo da Sinch descobriu que 43% dos brasileiros usaram a telemedicina durante a pandemia de covid-19. Essa taxa de adesão foi a terceira maior, ficando atrás apenas da Índia (65%) e dos Estados Unidos (48%).
O impacto da pandemia foi imediato, na verdade: uma pesquisa publicada na revista científica Plos One em julho revelou um aumento de mais de 800% no uso da telemedicina nos seis primeiros dias da pandemia.
Mas o grande pico desse uso no Brasil foi em 2021, de acordo com dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic).
Segundo o levantamento, as pessoas de maior renda, classes A e B, foram as que mais utilizaram: 42% de todas as pessoas que fizeram consultas on-line. As pessoas das classes C correspondem a 22% e as classes D e E, 20%
Outra informação, ainda do mesmo estudo, é que 82% dos usuários das classes A e B foram atendidos on-line na rede privada, contra 78% dos usuários das classes D e E que fizeram uso de consultas virtuais na rede pública.
A telemedicina já é regulamentada?
Sim, a telemedicina já é regulamentada no Brasil. A atual legislação se refere à Lei 14.510, de 2022, que autoriza e disciplina a prática da telessaúde em todo o território nacional.
Esta lei altera a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, e revoga a Lei nº 13.989, de 15 de abril de 2020.
Alguns dos pontos trabalhados na legislação são:
– autonomia do profissional de saúde;
– consentimento livre e informado do paciente;
– direito de recusa ao atendimento na modalidade telessaúde;
– dignidade e valorização do profissional de saúde;
– assistência segura e com qualidade ao paciente;
– confidencialidade dos dados.
Tipos de tele
