A hepatite B aguda é uma doença viral que pode apresentar-se de forma assintomática até formas graves fulminantes, possuindo forte tendência a cronificação, cirrose hepática e hepatocarcinoma. As hepatites fulminantes caracterizam-se por evolução rápida para insuficiência hepática e desenvolvimento de encefalopatia, no período de 3 a 8 semanas, ocorrendo em aproximadamente 1% dos casos, com alta letalidade. A forma aguda pode perdurar por até 6 meses, sendo considerada crônica após este período. Para a maioria dos pacientes, o tratamento é de suporte, porém aqueles com hepatite aguda grave, coagulopatia, sintomas persistentes ou icterícia acentuada podem ser candidatos à tratamento específico.

março 4, 2026 0 Por Atividade MAPA

1) IDENTIFIQUE a amostra biológica (soro/plasma), TIRE uma fotografia da amostra no local de realização da prática, com os reagentes e materiais necessários à pratica, e ANEXE no formulário de resposta (no local indicado).

2) Após preparar o reagente de trabalho e a amostra para a determinação das enzimas hepáticas, conforme o roteiro do MDD, TIRE uma fotografia SUA realizando a leitura de uma das cubetas no espectrofotômetro e ANEXE no formulário de resposta (no local indicado).

Determinando os resultados do teste “ENZIMAS HEPÁTICAS”:

3) Utilizando o Material Didático Digital (MDD) como material de apoio para execução da prática, REALIZE e ANOTE as leituras de absorbância obtidas (AST inicial, AST final, AST-delta; ALT inicial, ALT final, ALT-delta – ou apenas os valores da variação, a depender do método). DEMONSTRE os cálculos e DETERMINE o resultado de ALT e AST (U/L) da amostra (insira seus resultados na tabela disponível no modelo padrão).

ATENÇÃO: Para responder às próximas questões NÃO é necessária a execução da prática. Você precisará do conhecimento teórico, das orientações constantes no MDD, no livro didático e/ou em bulas de kits comerciais disponíveis na internet.

4) Na prática laboratorial para a determinação das enzimas hepáticas AST (aspartato aminotransferase ou transaminase glutâmico oxalacética – TGO ou GOT) e ALT (alanina aminotransferase ou transaminase glutâmico pirúvica – TGP ou GPT) emprega-se o método cinético UV. EXPLIQUE, de forma integrada, o fundamento bioquímico de cada método (AST e ALT); JUSTIFIQUE a leitura no espectrofotômetro ser realizada em 340 nm e o seu significado clínico; e CITE uma possível interferência pré-analítica e seus impactos nos resultados.

5) Leia atentamente o relato de caso abaixo, depois, faça o que se pede.

Paciente M.M.F, 56 anos, sexo feminino, previamente hígida, apresentou quadro de dor em hipocôndrio direito, êmese, colúria, icterícia (++/++++). A ultrassonografia de abdome total sugeriu alteração hepática por processo inflamatório ou esteatogênico e os seguintes exames laboratoriais foram realizados:

 

Exame Resultado Valor de Referência
AST 1.570 U/L 5 a 30 UI/L
ALT 3.579 U/L 4 a 36 UI/L
FA 1.413 U/L 30 a 120 UI/L
GGT 859 U/L 6 a 50 UI/L 
HBsAg Reagente Não reagente
Anti-HBc total Reagente Não reagente
Carga viral HBV (PCR) 16.796 UI/mL Não reagente
Anti-HBs Não reagente Não reagente
Anti-HDV Não reagente Não reagente
HAV IgM Não reagente Não reagente
Anti-HIV Não reagente Não reagente

 

 

Valores de referência: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK482489/

AST: aspartato aminotransferase; ALT: alanina aminotransferase; FA: fosfatase alcalina; GGT: gama glutamil transferase; HBsAg: antígeno de superfície do vírus da hepatite B; AntiHBc: anticorpo contra o antígeno do núcleo do vírus da hepatite B; antiHBs: anticorpo contra o antígeno de superfície do vírus da hepatite B; AntiHDV: anticorpo contra o vírus da hepatite D; HAV IgM: anticorpo IgM contra o vírus da hepatite A; AntiHIV: anticorpos contra o vírus HIV-1 e HIV-2; RNI: Razão Normalizada Internacional – Teste do Tempo de Protrombina (avalia coagulação sanguínea cujos fatores são produzidos pelo fígado); escore MELD: Model for End-Stage Liver Disease – estima o risco de mortalidade em 3 meses para pacientes com doença hepática.

A paciente evoluiu durante internação com aumento progressivo de enzimas hepáticas (AST e ALT > 5.000) e bilirrubinas, com predomínio de bilirrubina direta, alargamento progressivo de RNI (marcador de falência hepática aguda, produção hepática decrescente dos fatores de coagulação, risco aumentado de sangramento) e escore MELD 29 (sugerindo alto risco de mortalidade e possível necessidade de transplante hepático).

Foi iniciado tratamento para Hepatite Aguda Grave com Entecavir 0.5mg/dia, com acompanhamento da equipe de transplante hepático.

Após tratamento, a paciente evoluiu com queda progressiva dos níveis de AST/ALT e melhora da icterícia, com queda de bilirrubinas e normalização de RNI, recebendo alta hospitalar e mantido esquema de tratamento proposto, com normalização de exames laboratoriais e melhora clínica.

 

Fonte: DE ALMEIDA, Rayra Menezes et al. EP-119-INFECÇÃO AGUDA GRAVE POR HEPATITE B NA AMAZÔNIA OCIDENTAL: RELATO DE CASO. The Brazilian Journal of Infectious Diseases, v. 28, p. 104043, 2024. Disponível em https://www.bjid.org.br/en-ep-119-infeccao-aguda-grave-articulo-resumen-S141386702400326X Acesso em: 07 dez. 2025.

 

5. a) ANALISE o padrão das enzimas hepáticas (AST, ALT, FA e GGT) e os sinais clínicos apresentados. EXPLIQUE o significado da colúria, o tipo de padrão de lesão hepática observado, e o que sugere a relação ALT > AST nesse contexto.

  1. b) A partir da sorologia apresentada (presença de HBsAg, Anti-HBc total reagente e Anti-HBs, Anti-HDV, HAV IgM, Anti-HIV não reagentes) ESTABELEÇA o diagnóstico etiológico e JUSTIFIQUE com base nos marcadores virais.
  2. c) EXPLIQUE a diferença entre exames que indicam lesão hepática e exames que avaliam função hepática, relacionando com o RNI descrito no caso. Em seguida, DISCUTA como o analista clínico poderia atuar de maneira estratégica diante de um caso de hepatite aguda grave.

 

 

Referências para consulta:

SILVERTHORN, Dee U. Fisiologia humana. 7. ed. Porto Alegre: ArtMed, [2017]. E-book. p.673. ISBN 9788582714041. Disponível em: https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582714041/ . Acesso em: 07 dez. 2025.

MOTTA, Valter. Bioquímica Clínica para o Laboratório – Princípios e Interpretações. 5. ed. Rio de Janeiro: MedBook Editora, 2009. E-book. p.209. ISBN 9786557830260. Disponível em: https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786557830260/ . Acesso em: 06 jan. 2026.

MARSHALL, William J. Bioquímica Clínica – Aspectos Clínicos e Metabólicos. 3. ed. Rio de Janeiro: GEN Guanabara Koogan, 2016. E-book. p.235. ISBN 9788595151918. Disponível em: https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595151918/ . Acesso em: 06 jan. 2026.

LIMA, Renata Sespede M. de O. Bioquímica Clínica. Maringá – PR: Unicesumar, 2022. Reimpresso em 2023. 244 P. ISBN: 978-85-459-2248-3. “Graduação – EaD”.

Unicesumar. Material Didático Digital (MDD)- Enzimas hepáticas. [S.I]: 2022. Disponível em: https://sites.google.com/unicesumar.com.br/enzi

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